segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quotidiano

degrau a degrau
o silêncio invade a casa
violando todas as memórias,
todos os quartos.
então, torna-se uma voz
que me implora silêncio
como se silêncio fosse
um berro mudo.
irónico,
manipulador,
o silêncio
silenciosamente
prossegue, degrau a degrau,
a sua missão
conformado com o ruído,
sem voz.